Rueles

Fonte de Inspiração – 100 Balas

In Fonte de Inspiração on 14/05/2013 at 2:10 AM

Esta coluna será onde colocarei séries que podem servir de inspiração para qualquer tipo de obra, seja ilustração, ou textos, podem ser materiais de qualquer tipo, quadrinhos, músicas, textos, contos ou ainda artigos sobre assuntos diversos.

100 balas

100 balas

Nesta semana avaliarei a série de Brian Azarello, desenhada por Eduardo Riso e por quê esta é um excelente material de inspiração.

Quadrinhos

Autor: Brian Azarello

Desenhista: Eduardo Risso

Publicada: Linha Vertigo (DC) No Brasil publicada pela Editora Panini

Sinopse

100 balas

Imagine que sua vida foi destruída por alguém, e você nem sabe disso, de repente, um homem te oferecesse 100 balas, uma arma que pode ser usada sem ressalvas e sem que alguém venha lhe culpar por usá-la, e provas que te levam até que ferrou com a sua vida.

Boa a proposta não? Mas parece boa de mais para ser verdade, no inicio da história imaginamos que este homem, que atende por Agente Graves, deveria estar ligado a algum órgão do Governo, CIA, FBI, algo do tipo, mas não ele não está ligado a nada disso e ele mesmo em um ponto da história nos revela isso, então, o autor te coloca diante de inúmeras dúvidas sobre o Cartel mais bem sucedido da história o Monopólio, e diz que este homem, Agente Graves é o que eles chama Minutemen, que relação os Minutemen tem com o Monopólio? Quem na realidade é o Agente Graves? Como funciona e se articula o Monopólio. Tudo isso serve de pano de fundo para uma das séries de Fantasia Urbana mais popular e bem executada da história dos quadrinhos.

Motivos para ler

A série tem uma gama de mistério desde os primeiros capítulos que mais tarde são amarrados em um arco final, essa capacidade de levar argumentos das primeiras páginas para arcos mais adiante elenca Brian Azarello como um técnico do suspense sem igual nos dias de hoje, lembra um pouco Deuses Americanos de Neil Gaiman que começa com idéias simples sendo jogadas em nossa vida, e que mais tarde se amarram em um final surpreendente. A série ainda não foi concluída e está por volta de seu centésimo capitulo nos EUA.

Além dessa gama de mistério o que merece atenção nessa série é a qualidade dos personagens. Cada personagem e quadro da história têm sua função esclarecida mais tarde, imagens de pano de fundo desenhadas por Eduardo Riso terão papel integrante na história mais tarde, e isto a torna além de uma série clara por seu roteiro, uma série subjetiva em suas imagens, o acompanhamento que cada quadro faz a história é perfeito.

O cenário onde a história se passa também merece a atenção, o que leva os personagens a serem magníficos não é o mundo maior criado por Azarello e Riso, e sim os pequenos mundos criados para cada personagem. Por fim estes cenários fecham com chave de ouro a história a tornando merecedora dos seis Einers de melhor Quadrinho Mensal, Três para Azarello por seu magnífico roteiro, e outros três para Riso por seu perfeito cenário. A série serve de inspiração tanto para escritores como para ilustradores e deve ser tomada como exemplo de como fazer uma história em conjunto, e de como ilustrações, ou quadros podem abrilhantar cada história.

Nível: Leitura Obrigatória

Lucas Rueles

Co-editor Chefe

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