Junk Time: Espada da Verdade

Fala galera. Bom dia, boa tarde e boa noite. Eu sou Luiz Leal editor da parte de Fantasia Moderna da Pulp Feeek e hoje inauguro o “Junk Time”, coluna esta que aborda obras que sofreram critica pesada e tenta extrair seus pontos positivos e irei começar falando sobre a série Sword of Truth (Espada da Verdade). Segue a lista de obras que compõe a série em ordem cronológica:

The First Confessor: The Legend of Magda Searus

Debt of Bones

Wizard’s First Rule

Stone of Tears

Blood of the Fold

Temple of the Winds

Soul of the Fire

Faith of the Fallen (meu favorito)

Pillars of Creation (o pior)

Naked Empire

Chainfire

Phantom

Confessor

The Omen Machine

Sobre a obra.

A primeira edição do livro ocorreu em 1994 com o lançamento de Wizard’s First Rule, o corpo principal da série consiste em 11 livros ( excluindo da lista acima The First Confessor: The Legend of Magda Searus, Debt of Bones e The Omen Machine), sendo os outros livros histórias relacionadas.

A série de fantasia épica, que gerou o seriado Legend of the Seeker, nos apresenta ao casal Richard Cypher e Kahlan Amnell. A história começa algumas semanas após a morte do pai de Richard quando os dois se encontram em uma floresta e Richard salva Kahlan de um grupo de assassinos que a perseguia, ele descobre que ela é de uma terra até então inacessível e que esta em busca de um grande mago, mais a frente ele se vê na posição de Seeker of Truth, um tipo de autoridade que busca pela verdade, e em busca de matar um tirano que ameaça dominar o mundo (clichê eu sei).

Criticas

Mas qual o problema da série?O que faz com que ela receba critica que varia de excelente a horrível?

Simples. O foco na violência acaba sufocando história, não me esqueço duma cena que o vilão Jagang ameaça uma criança de estupro, é compreensível a vontade do autor de demonstrar a natureza vil do vilão, e também não tenho nada contra cenas fortes em um livro, mas à medida que vamos conhecendo os personagens esse tipo de esforço se torna desnecessário não acrescenta nada pra história.

De maneira análoga o modo como autor apresenta ideias, de inicio, é atrativo, mas acaba se tornando tedioso à medida que elas são reforçadas a cada oportunidade possível quase como se o autor estivesse forçando suas visões políticas no livro. Essa repetição e uso abusivo de cenas chocantes fazem a leitura se tornar cansativa.

Sem falar da relação de dependência quase química que quase todos os personagens têm por Richard, chega a ser ridícula a maneira como um grupo capaz de pessoas tem que buscar ajuda a todo o momento. Pior ainda é a volatilidade dos personagens que certas horas demonstram uma ideologia e logo em seguida outra completamente diferente.

Pontos Positivos

Dito os defeitos da série vamos abordar as qualidades que tornam a leitura, se não agradável, suportável. E aqui eu tenho que confessar que os pontos positivos são fáceis de identificar, por muitos anos eu curti a série e sinceramente ainda curto (apesar dos defeitos) principalmente o sexto livro que apresenta algumas ideias que eu me identifico, MAS justamente porque eu gosto da série tenho que ser intelectualmente honesto e admitir que ela não é La grande coisa, espera essa é a parte dos pontos positivos. Foi mal. Moving on.

As descrições do livro são razoáveis e os diálogos são excelentes, vai uma palhinha de um dos discursos de Richard:

“If you care about yourself, you should care about learning – even learning simple things. You come to have pride in yourself only by accomplishing things; even from fixing some old stairs…Others can’t grant you self-respect, even others who care about you. You have to earn self-respect yourself.”

Numa tradução livre seria mais ou menos:

“Se você se importa consigo mesmo, você deveria se importar em aprender – até as pequenas coisas. Você ganha orgulho próprio apenas ao conseguir feitos, até ao consertar escadas velhas… Os outros não podem garantir seu respeito próprio, mesmo os que se importam com você. Você deve merecer seu respeito próprio por si mesmo”.

― Terry Goodkind, Faith of the Fallen

Esse tipo de linguagem permeia toda a obra e torna a leitura interessante.

Outro ponto bom na obra é a complexidade do mundo criado, não só o mundo, mas do personagem ainda que às vezes eles tenham atitudes duvidosas eles têm profundidade e um que de individualidade que os torna interessantes. E a magia é descrita lindamente, até onde eu sei ela é tratada de forma original, em teoria ela é simples com apenas 2 subdivisões MAS é extremamente versátil e difícil de controlar, foi o que mais me atraiu na série.

De forma geral vale a pena dar uma lida pelo valor criativo e pela originalidade da história e dos elementos que compõem o mundo.

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