Fonte de Inspiração – Bakuman

Nesta semana falaremos de um de meus mangás preferidos. BAKUMAN e como já falei demais ai embaixo, vou deixar vocês seguirem no mais.

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Mangá

Roteiro: Tusugumi Ohba

Ilustração: Takeshi Obata

Publicação: Shonen Jump (Revista semanal da Shueisha)

Sinopse

            Escrito pelos autores de Death Note, o roteirista Tsugumi Ohba, e o ilustrador Takeshi Obata, é considerado por muito o melhor trabalho dos dois, embora seja uma tarefa de difícil comparação, pois seu outro trabalho também é de uma primazia gigantesca.

Bakuman é um mangá metalingüístico porque discute a essência, a história, e as regras do mundo do próprio mangá através da trama de dois jovens aspirantes a Mangakás Moritaka Mashiro e Akito Takagi. A história inicia co Mashiro esquecendo seu caderno com um desenho de sua paixão e colega de classe, Miho Azuki, caderno que é encontrado por Takagi, que tenta convencer Machiro a se tornar um Mangaká (quadrinista de mangá) e o chama para ilustrar as histórias que ele escreve. No entanto Mashiro é relutante por conta de seu tio, um antigo mangaká que morreu por excesso de trabalho, enquanto tentava recuperar seu status perdido.

Uma série de reviravoltas acaba acontecendo na história, Mashiro descobre que Azuki é apaixonada por ele, e sonha em ser uma dubladora, e se decide que vai ser um grande mangaká para ter um anime para que ela possa dublar o personagem principal. Esse é o mote principal da história e durante essa jornada dos autores Mashiro e Takagi, ou Ashirogi Muto, “A” de Azuki, “Shiro” de Mashiro e “gi” de Takagi, os leitores vão descobrindo um pouco de como funciona o mundo dos mangás, com personagens claramentes inspirados em Mangakás históricos, e editores inspirados em lendas da Shonen Jump.

Motivos para ler

            Não sei se perceberam existe sempre uma grande diferença entre as minhas colunas e a do Rafael a organização, nunca precisei até hoje ser um tanto quanto organizado, mais ai vai meu primeiro mega ultra organizado motivos para ler.

Sistema Editorial

            O sistema editorial é um dos grandes pontos fortes do Mangá, acostumados com o sistema editorial da grande parte do mundo somos surpreendidos, quando o mangá nos mostra o sistema editorial da Shonen Jump altamente aberto a novos talentos. Ou pelo menos assim foi durante a era de ouro.

Quanto ao relacionamento Mangaká-Editor, o editor não é apenas uma pessoa que está ali para receber o texto. Ele é um membro ativo da confecção desse texto podendo opinar, indicar material de apoio, ou ainda podendo conduzir o autor a fazer algo que ele nunca imaginou fazer antes, mas que o editor tem certeza que será feito bem. E assim realmente a Shonen Jump historicamente tem funcionado.

Uma ultima lição quanto ao seu projeto editorial, é que nos mais variados sistemas do mundo, os editores acreditam que eles produzem um material para uma população que não sabe o que quer ver. Na Shonen Jump se acredita que o Leitor escolhe o que quer ver, extranhamente na década de 70, conceitos da Web 2.0 já apareciam na nossa falada editora.

Roteiro

Um roteiro simples, sem firulas, é isso que Bakuman vai lhe apresentar, alguns clichês agradáveis é isso. Exatamente o oposto de Death Note, se esta é uma obra com um viés negro e uma visão pessimista da vida, Bakuman tem um viés idealista e otimista sobre o mundo dos mangás adicionando comédia nos momentos certos da história e talvez até utilizando um pouquinho de cada subgênero shonnen.

Os elementos de roteiro que mais me chamaram a atenção foi o romance, criar um romance, que se baseia em um romance já existente, e fazer esse ser uma tentativa de acerto do anterior que foi um erro, é uma relação digna de Death Note, uma possibilidade de acertar em algo que já se errou antes.

Outro elemento que me chama muita a atenção do roteiro, é que em certo momento você está extremamente aprofundado na história dos personagens que você esquece que eles são humanos. E o autor não se esquece e resgata a humanidade do personagem não deixando ele próprio exceder seus limites, fazendo com que a história se torne crível aos olhos críticos.

E por fim o último elemento de roteiro utilizado na trama que me chama muito a atenção são as mudanças de trama, você está passando por uma referência a Jump, de repente vem uma referência indireta a Tokiwa-sou (Lendária Pensão onde grandes nomes da história da Shonen Jump moraram), e de repente vem a mudança de roteiro e essa referência se faz presente na trama para explicar todo um aspecto no mundo dos Mangás, que vai representar um desafio, que Ashirogi Muto irá enfrentar.

Arte

            Normalmente eu passo, ao falar de arte, mas eu sou fã da arte em preto e branco e não posso deixar passar a oportunidade de elogiar, nem que for em linhas simples Takeshi Obata, como sou um extremo leigo no assunto. Deixarei aqui uma expressão das técnicas de pintura de página de Obata:

Detalhes

            Apenas recentemente descobri exatamente, todos os detalhes e fanservices, de otakus que o Bakuman tem, não vou ficar aqui pontuando, mas tenho que deixar isso marcado aqui o meu preferido que o personagem Eiji Nizuma, que é em certos momentos uma homenagem a um mangaká, e em outro a outros Mangakás. Passando desde Akira Toriyama (Vindo do Interior assim como Toriyama) a Shotaro Ishinomori (Shotaro entrou para o Guiness Books como o Mangaká que mais desenhou páginas e nomes de mangás em vida).

 

Minha Opinião

            No fundo sabemos que o mercado editorial dos Mangás não é assim, que a obra romantizou um bocado, porém, ainda assim para nós que vivemos no mundo ocidental e dispomos de pouquíssimas fontes de como funcionas as coisas na terra do sol nascente, o mangá foi uma excelente oportunidade para mim aprender pra caramba.

Eu gosto muito do mangá, gosto tanto que acabei vendo o anime, e vi o anime até o final.O que me irrita nele é alguns pontos, toda vez que falo que eu gosto dele, tem alguém para me questionar e dizer que Death Note é melhor, e não Death Note não é, a quantidade que eles evoluíram e amadureceram de um trabalho para o outro é diferente, Bakuman foi um trabalho feito de ponta a ponta começado e terminado no momento que eles quiseram. Death Note foi sim estendido e eu acho isso perceptível.

Essa coluna como eu disse chama minha opinião, outro problema que eu tenho em falar as qualidades do mangá, é que sou questionado que essa idéia não é genial, que Bakuman não é o primeiro a falar sobre isso. Sim, vocês todos estão certos, mas os mangás que falaram sobre essas coisas anteriormente são da geração do Tezuka, ou seja, de muitos anos atrás, é importante que as idéias sejam renovadas.  Um exemplo eu acho Slam Dunk brilhante, mas não vou ficar puto com a existência de Kuroko no basket.

Agora falando do que eu realmente amo no Bakuman, eu sou um cara carente, quem me conhece sabe disso, e o Romance me convence Moritaka é um dos personagens mais carismáticos para mim no inicio da série e chego até a ter um pouco de raiva do Takagi. No final da série eu cheguei a ter o sentimento inverso estava tão ligado no que o Takagi estava vivendo que não podia mais entender só o Moritaka ou o Takagi, para mim agora eram os dois como um só. Eu realmente estava levando em conta o Ashirogi Muto.

Pois bem é um das séries que fala sobre escrever que mais admiro e amo, dou todo o valor que ela tem, antes que alguém me entenda errado, eu não acho Death Note ruim, eu amo a série, eu só acho Bakuman melhor, apenas isso.

Nível: Se você falar que prefere Death Note na minha frente vai ter que ter argumento para uma boa meia hora de discussão.

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