Rueles

Mitologia – Introdução

In Mitologia on 10/07/2013 at 7:30 PM

Meu nome Eric, sou o novo editor da revista. Por ter afinidade com o tema, e por falta de assunto melhor, essa será uma coluna sobre mitologia. Aqui você conhecerá os deuses, semideuses, heróis, monstros e lendas de diversas culturas pelo mundo. Verá como foi a origem e como será o fim para cada povo. Então, escolha seu lugar ao redor da fogueira e se prepare para a jornada.

Como é a primeira vez que estou escrevendo para esta coluna, a mesma será uma introdução à mitologia, mais precisamente “O que é um mito?”, “Como ele surge? ’’ e “Qual o seu propósito?”. Bom, o mito é uma narrativa simbólica que mistura fatos reais com imaginários, uma metáfora que busca explicar por meio de simbolismos, deuses e seres sobrenaturais, fenômenos não compreendidos pelo homem, que vão dos mais simples, como a chuva e a neve, até os mais complexos como a origem do mundo e sua própria origem. A mitologia em si é um conjunto de mitos de um povo de uma determinada cultura ou região, como as mitologias grega, romana, egípcia, nórdica.

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Apesar da similaridade entre algumas mitologias, como a base e os padrões, cada cultura projeta o deus de uma forma diferente, a melhor forma de explicar isso é com a mitologia greco-romana, muitos pensam que os deuses romanos são os mesmos deuses gregos, apenas com nomes diferentes, mas em Roma, suas aparências mudavam os deuses tinham um papel muito mais bélico, se misturavam pouco com mortais, eram duros, mais poderosos,(se na Grécia os deuses ja possuíam um temperamento forte e vingativo, imagine como seriam em Roma), os deuses refletem a cultura em que estão inseridos, um bom exemplo disso é o deus grego do sono Hipnos, na sua versão romana, diziam que ele gostava de matar as pessoas que não estivessem atentas ao trabalho.

Tipos de mitos

Existem diversos tipos de mitos, variando conforme os fenômenos que buscam explicar,

  • Cosmogonias: as cosmogonias são os que procuram explicar a origem do universo, por exemplo, para os gregos a Terra surgiu quando o universo estava imerso na escuridão, na havia nada além de Caos, o único deus existente que reinava sozinho sobre o nada, até que um dia Caos criou Gaia, que seria a Terra, repleta de força vital, assim teria sido também o surgimento da vida em si. Para os nórdicos, a terra foi criada quando Odin, seu pai e seus irmãos, mataram o pai dos gigantes de gelo, Ymir, e a partir de seus ossos e de sua carne, a terra, as rochas e as montanhas teriam sido criadas, assim surgiu Midgard, que um dia se tornaria a morada dos humanos. Basicamente, são os mitos da criação.
  • Mitos Escatológicos: são os que predizem o fim, tanto o fim da própria vida como o fim do universo, os mitos sobre a morte individual descrevem o processo pós-morte do ser, para os egípcios, o coração era pesado em uma balança contra uma pena, que representava a justiça, se o coração fosse mais leve a alma poderia prosseguir e ir para os campos de aaru, o paraíso egípcio, caso não passasse no teste, o coração era devorado por ammit e sua alma era destruída. Para os gregos, o caminho após a morte é uma longa jornada, a qual é feita referência na Divina Comédia de Dante Alighieri, primeiro a alma é levada por Caronte através do rio Aqueronte para ser julgada pelos três juízes, Minos, Éaco e Radamantis, quando a alma era punida, ela era enviada para o Tártaro, o inferno grego, do contrário poderia escolher se iria reencarnar ou para os Campos Elíseos, local do palácio de Hades, para onde vão as almas dos bons e dos heróis. Na religião nórdica, a alma pode ir para três lugares diferentes, o primeiro é Valhalla, que seria o paraíso, é a morada dos deuses e apenas guerreiros que morreram em batalha podem entrar, o segundo é Helheim, onde as pessoas comuns, que não se destacaram nem por boas e nem por más ações, residem após a morte, e o terceiro é Niflheim, o reino do gelo, é onde residem os anões e os gigantes de gelo, para cá que criminosos, pessoas que quebram juramentos, sequestradores e estupradores, são mandados para serem punidos. Já a destruição escatológica significa o fim total, um evento de natureza bélica ou cósmica que causaria um fim “A vida, o universo e tudo mais” – Douglas Adams; seria como o apocalipse judaico-cristão, para os nórdicos, esse fim seria o Ragnarok, onde diversos deuses e outras figuras importantes seriam mortos, os mortos deixariam Niflheim, mas no final, o mundo seria submerso em água, para depois surgir um novo mundo.

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  • Mitos de transformação ou transição: alguns narram as mudanças cósmicas, ocorridas num tempo primordial anterior à existência humana e graças a elas teriam surgido condições favoráveis à vida. Outras grandes transformações e inovações, como a descoberta do fogo e da agricultura.

(Nota do editor: os nomes e versões da mitologia variam muito, então pode haver diferenças na forma com a qual você leitor deve ter ouvido).

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